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Manifestação contra a reforma da Previdência Social é realizada em Planalto,

20-03-2017 |
NOTÍCIAS

Na manhã de hoje (17), professores, pais, alunos, vereadores e servidores municipais participaram de manifestação contra a reforma da Previdência Social que está em tramitação no Congresso Nacional. As manifestações fazem parte de um movimento nacional das centrais sindicais, e está acontecendo em diversas cidades brasileiras, com o objetivo de pressionar os congressistas para não aprovarem a reforma previdenciária proposta pelo governo Temer, por meio da PEC 287.
Em Planalto, a concentração iniciou às 9hrs na Praça Duque de Caxias e em seguida , os manifestantes seguiram em caminhada pelas ruas do município e interditaram a BR 116 por alguns instantes.

Veja a seguir as principais mudanças propostas pela Reforma Previdenciária 2017:

– Idade mínima de 65 anos para a aposentadoria
O Governo de Michel Temer vai fixar uma idade mínima de 65 anos para a aposentadoria, que vale tanto para homens quanto para mulheres. Dessa forma, quem tem 64 anos ou menos não poderá se aposentar, mesmo com o tempo mínimo de contribuição.

– Faixa de transição
A nova regra vai impactar os trabalhadores com menos de 50 anos de idade. Quem se encontra acima dessa faixa etária entrará na faixa de transição progressiva.
O contribuinte com 50 anos ou mais deverá trabalhar de 40% a 50% mais tempo para se aposentar. Dessa forma, ele poderá dar entrada na aposentadoria antes de atingir a idade mínima.

– Aumento da alíquota
Tudo indica que a Reforma Previdenciária de 2017 também terá impacto na alíquota de contribuição, especialmente no caso de servidores públicos municipais, estaduais e governamentais. O valor do percentual mínimo, que atualmente é de 11%, poderá subir para 14%.

– Redução da aposentadoria por invalidez
Atualmente, o trabalhador pode solicitar a aposentadoria por invalidez após pagar 12 parcelas do INSS, recebendo o valor integral. Com a aprovação da Reforma Previdenciária, o tempo mínimo de contribuição para dar entrada no benefício será de 36 meses. Essa modalidade deverá contar, ainda, com um piso pré-estabelecido de 70%, em cima de 80% dos maiores salários ao longo de todo o período de contribuição.

– Restrição de pensão por morte e aposentadoria
Muitos brasileiros recebem pensão por morte e aposentadoria ao mesmo tempo, porém, a reforma previdenciária deve ter impacto nos pagamentos. O cidadão receberá normalmente o valor maior, enquanto o segundo terá uma redução de 30% a 60%.

– Trabalhadores pobres serão os mais prejudicados
Em resumo, a idade mínima de 65 anos para se aposentar terá impacto especialmente nos trabalhadores mais pobres. Essas pessoas começam a trabalhar muito cedo, portanto, terão que contribuir por mais tempo com a Previdência Social para dar entrada no pedido de aposentadoria. Vamos a um exemplo prático:
José começou a trabalhar com carteira assinada aos 18 anos, na função de balconista. Com o passar dos anos, continuou trabalhando em regime de CLT. Somente quando completar 65 anos ele poderá se aposentar, ou seja, após 47 anos de recolhimento do INSS.
A maior dificuldade dos trabalhadores pobres será encontrar espaço no mercado de trabalho depois dos 50 anos de idade. As empresas não abrem espaço para quem tem idade avançada, por isso o desemprego deve crescer nessa faixa etária.

– A Reforma Previdenciária será aprovada?
A reforma previdenciária de Michel Temer está quase finalizada. O texto terá que ser aprovado pelo Congresso Nacional para que as regras comecem a valer. Tudo indica que as mudanças entrarão em vigor em no máximo, abril de 2017, caso seja aprovada.